terça-feira, 21 de setembro de 2010

AS CAMARINHAS

No pinhal de Leiria, mais conhecido como "O Pinhal do Rei" e nas dunas perto do mar, nasce espontâneamente a camarinheira. Produz um fruto comestível, a camarinha, com sabor agridoce de aspecto leitoso, brancas e brilhantes como pérolas.
A sua beleza invade os nossos olhos e o nosso olfacto. O cheiro que o seu arbusto liberta é doce, cheira a mel. Todos os dias quando me dirigia para a praia deliciáva-me com o seu sabor e cheiro.
Transcrevo os versos sobre a lenda das camarinhas:


AS CAMARINHAS

Dizem que Santa Isabel,
Rainha de Portugal,
Montando branco corcel,
Percorria o seu pinhal!

-“Ai do meu Esposo! Dizei!
Dizei-me, robles* reais!
Meu Dinis! Senhor meu Rei!
Em que braços suspirais?!...

Os robles silenciosos
Do vasto Pinhal do Rei
Responderam receosos
– Não sei!...

E o pranto da Rainha
Nas suas faces rolava,
Regando a erva daninha
No pobre chão que pisava!

– “ Ó meu Pinhal sonhador
Que o meu Rei semeou!
Dizei-me do meu Amor
E se por aqui passou...”

Os robles silenciosos
Do vasto Pinhal do Rei
Responderam receosos:
– Não sei !...

Mas cristalizou-se o pranto
Em muitas bagas branquinhas
E transformou-se num manto
De brilhantes camarinhas!...

Eis que repara a Rainha
Numa casa iluminada...
– “ Quem vela nesta casinha
Numa hora adiantada ?!...”

Os robles silenciosos,
Tão tristes que nem eu sei,
Responderam receosos:
– O Rei!...

* robles - nome popular por que também são conhecidos os carvalhos.


CAMARINHAS


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

SARDINHA ASSADA

Nas minhas férias comi e abusei do peixe grelhado.
Um desses peixes foi a sardinha que estava bem gorda, até pingava na broa.

Ingredientes:

12 Sardinhas
Sal

2 Tomates
2 Pimentos
1 Cebola
1 Broa


SARDINHA ASSADA
 Preparação:

Temperar as sardinhas com sal grosso.


Lavar e cortar o tomate às rodelas. Juntar a cebola também em rodelas finas.

Assar os pimentos. Depois de assados retiramos a pele e desfiamos em tirinhas finas sobre os tomates. Temperar a gosto com sal, azeite e vinagre.

Grelhar as sardinhas lentamente.

Cortar a broa em fatias.

Servir com um bom vinho branco fresco.    

                                               BOM APETITE

DOCE DE TOMATE NO MICROONDAS

Nesta altura do ano existe no mercado muito tomate maduro. Com ele podemos fazer o delicioso doce de tomate, para o café da manhã ou para o lanche dos dias de Outono que se aproxima. Fiz este doce no micro ondas, nas seguintes quantidades:


Ingredientes:


400 g de tomate cortado em pedaços pequenos
400 g de açúcar louro (escuro)
1 pau de canela


Preparação:

Num recipiente que possa ir ao micro ondas colocar o tomate cortado, o açúcar e o pau de canela.
Misturar tudo muito bem, tape e leve ao micro ondas na potência máxima durante 45 a 50 minutos.
Retirar e mexer a cada 5 minutos.
Mais para o final da cozedura o doce vai ganhar espuma, ter o cuidado para não transbordar.
Colocar em frasco esterilizado.


DOCE DE TOMATE
 Bom Apetite

sábado, 11 de setembro de 2010

COCKTAIL DE PAPAIA

Ingredientes:

COCKTAIL DE PAPAIA
½ Papaia
10 cl Sumo de Laranja
3 cl de Rum
2 Colheres (sopa) de natas líquidas

Preparação:

Triture a papaia e misture-lhe o sumo de laranja e o rum.
Verta num copo longo e acrescente as natas.

Dose: 1
Receitade: Cocktailteam

COCKTAIL DE ANANÁS

Ingredientes:

1 rodela de Ananás
COCKTAIL DE ANANÁS
2 cl de Xarope de Açúcar
1 folha de Hortelã
10 cl de Sumo de Ananás
Gelo Moído q.b.

Preparação:

Corte o ananás em cubos e coloque-os no liquidificador, com xarope, a folha de hortelã, o sumo e o gelo moído.
Triture, verta para um copo médio e sirva.

Dose: 1
Receita de: Cocktailteam

APRECIEM CADA MOMENTO

JÁ DIZIA António Feio " Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento e agradeçam não deixem nada por dizer, nada por fazer...", É ESTE PRINCIPIO QUE EU E MEU MARIDO TENTAMOS SEGUIR.

Pescaria - 10.09.10
HOJE FOI UM DESSES GRANDES MOMENTOS. O DIA NASCEU RADIOSO. DEPOIS DE TOMARMOS O PEQUENO ALMOÇO, FOMOS PARA A NOSSA PRAIA (VIEIRA DE LEIRIA). ELE FOI FAZER O QUE MAIS GOSTA, PESCAR. EU APROVEITEI A BAIXA - MAR E FUI CAMINHAR AO LONGO DA PRAIA , DESDE A FOZ DO RIO LIZ ATÉ PERTO DA PRAIA DO PEDROGÃO.
DEPOIS DO ALMOÇO VOLTAMOS PARA A PRAIA .
SE O DIA JÁ ESTAVA MARAVILHOSO, MAIS FICOU, POIS O MEU MARIDO APANHOU BOM PEIXE.

ASSIM COMO NASCEU RADIOSO, TAMBÉM SE PÔS NUM BELÍSSIMO POR DO SOL.


POR DO SOL - 10.09.10



A MINHA PRAIA

SOU NATURAL DE VIEIRA DE LEIRIA.
ARTE XÁVEGA
TERRA ACOLHEDORA, HOSPITALEIRA, CONSTRUÍDA E ENGRANDECIDA POR TODOS QUE NELA HABITAM E TAMBÉM PELOS QUE ESTÃO EMIGRADOS NOS QUATRO CANTOS DO MUNDO. È UMA TERRA DE ENCANTO, SITUADA NO DISTRITO DE LEIRIA E CONCELHO DE MARINHA GRANDE, RODEADA PELO PINHAL DO REI, "D. DINIS". A NORTE LADEADA PELO RIO LIZ, QUE NASCE NO LUGAR DE FONTES - CORTES - LEIRIA.  A OESTE SITUA-SE A HOSPITALEIRA PRAIA DE VIEIRA DE LEIRIA, BANHADA PELO OCEANO ATLÂNTICO.


PRAIA DE VIEIRA DE LEIRIA - ARTE XÁVEGA
A PRAIA DE VIEIRA DE LEIRIA TEVE ORIGEM NA ACTIVIDADE PESCATÓRIA, "ARTE XÁVEGA", TENDO SIDO UM DOS PRINCIPAIS FACTORES PARA A FIXAÇÃO DA SUA POPULAÇÃO. AINDA HOJE A COMUNIDADE PISCATÓRIA IMPRIME UM BULÍCIO SAZONAL TÍPICO DE UMA GRANDEZA ETNOGRÁFICA ENORME, QUE PERMITE TRAZER MUITOS TURISTAS A ESTA REGIÃO. HOJE JÁ NÃO OUVIMOS AS PEIXEIRAS A APREGOAR PELAS RUAS DA VILA A VENDA DO PESCADO: "QUEM QUER SARDINHA FRESQUINHA, 
QUE SAIU AGORA DO MAR?"
A ARTE XAVEGA CONTINUA, A VENDA DA SARDINHA, DO CARAPAU, E MUITOS OUTROS PEIXES, CONTINUAM TAMBÉM, MAS VENDENDO-SE EM LOCAIS PRÓPRIOS, COMO POR EXEMPLO NA LOTA OU NAS PEIXARIAS. 

IGREJA DE VIEIRA DE LEIRIA




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

COELHO BRAVO À MODA DE ARGANIL

Nas férias gosto de variar as receitas, e nestas tenho tentado variar, pois estando de dieta, tenho feito alguns pratos que o meu marido adora.
Como tinha um coelho bravo congelado e ao pesquisar na web encontrei esta receita de coelho bravo à moda de ARGANIL que passo a transcrever:

Ingredientes para 4 pessoas

1 coelho bravo
Sal
Pimenta
1 c. (chá) de colorau
Pinpiri
2 cravinhos
1 c. (sopa) de banha
3 dl de azeite
1 cebola
2 dentes de alho
folha de louro
3 dl de vinho tinto
1/2 pão regional
1 ramo de salsa

Modo de preparação:

Arranje o coelho e corte-o aos pedaços regulares. Tempere com sal, pimenta, o colorau, piripiri e os cravinhos. Reserve durante cerca de 30 minutos, para que tome o gosto do tempero.

Envolva a banha com 0,5 dl do azeite e leve ao lume. Depois de derretida, adicione os pedaços de coelho e deixe corar, de ambos os lados, virando-os ocasionalmente. Acrescente a cebola e os dentes de alho fatiados e refogue um pouco. Aromatize com a folha de louro e regue com o vinho.

Tape o recipiente e estufe, em lume brando, durante 45 minutos. Enquanto isso, corte o pão às fatias e frite-as no restante azeite quente.

Retire com uma espumadeira e escorra sobre folhas de papel absorvente. Disponha o pão de encontro às paredes de um recipiente de servir e, ao centro, coloque o coelho estufado. Regue com um pouco de caldo e sirva decorado com a salsa.

COELHO BRAVO À MODA DE ARGANIL 
Poderá fazer com coelho manso, mas para os apreciadores de coelho bravo decerto não será a mesma coisa.

BOM APETITE

COELHO BRAVO  - (Oryctolagus cuniculus)

Espécie cinegética de pêlo, bastante apreciada pelos caçadores portugueses.

Em Portugal encontra-se em todas as regiões do continente, também nos Açores e na Madeira, para o­nde foi levado pelos navegadores portugueses conforme relatada nos escritos da época, sendo este responsável pelo abandono da ilha da Madeira, pois passado alguns anos tudo o que era semeado não dava fruto, tudo era roído.
O pêlo é de uma cor pardo acinzentada terrosa, mais escura na cabeça do que no dorso, à excepção do ventre e da parte externa das coxas que são brancos. As orelhas são acinzentadas na metade posterior (da mesma cor que o resto do corpo na parte anterior) e os pêlos na parte anterior são esbranquiçados. À volta dos olhos apresentam um círculo claro não muito definido. Os bigodes são castanhos e pouco compridos. A cauda é cinzento acastanhada na parte de cima e branca por baixo, formando um pequeno tufo.. As patas posteriores são alongadas de cor parda acinzentadas claras, apresentando uma risca branca larga. As unhas são grandes e afiadas, constituindo uma ferramenta imprescindível para a escavação de tocas e para ajudar à sua rápida fuga.